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Análise

V/H/S [2012]

Cinematologia

Como experiência pessoal por ter achado esse filme acidentalmente e ter imediatamente o visto, não me decepcionei. A abordagem de histórias (principalmente as curtas) com o recurso do found footage não costuma fazer com que eu me arrependa. O problema é quando a direção comete o equivoco de usar o plano de fundo de gravações perdidas para ilustrar um terror barato, o que não acontece aqui.

V/H/S capturou a minha atenção pelas duas horas. De certa forma é desenvolvido ali algo muito maior do que o mais atento espectador possa inferir. Um conjunto de histórias que, pelo menos em teoria, seriam esquecidas dentro de um misterioso quarto com um guardião nada convencional. Embora a modalidade de histórias curtas ganharem mérito pela criatividade, no terror isso é levado a um outro nível. O conjunto de diretores tentou aproximar V/H/S de mais do que um filme. O compilado do macabro acerta e muito quando visto individualmente. As várias histórias não falham em te levar até o final delas sem que você questione muito, mas assista mais.

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A história paralela no presente não me convenceu muito. O elenco parece não ter uma força para carregar nada muito além do filme, ademais para uma continuação ambiciosa. O grupo de invasores falha em conseguir qualquer afeto do público. As fitas e os conteúdos dentro delas são no final a única razão pela qual você continuará assistindo. Há uma cena no desenrolar da trama que dá um destino a esse núcleo de personagens, mas ainda assim a coisa toda desaponta. Embora seja preciso ter uma motivação externa para que as fitas surjam em cena, nada impediria uma melhor história do presente sendo contada. E por sinal, creio que não mais do que quinze minutos totais do filme foram terrivelmente dedicados aos que assistem as fitas. Um gancho para uma grande história desperdiçado.

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O filme merece muito ser assistido por quem curte a modalidade do cinema de baixo custo. É perceptível o cuidado que a produção teve com cada passagem individual. Há uma tentativa saudável de fazer um filme realmente bom. O suspense e o terror são bem dosados durante as histórias e conseguem se envolver bem com a dedução do espectador ao que realmente aconteceu ali. O filme deixa infinitas brechas que podem incomodar, mas nenhuma acontece sem justificativas meia-boca. Da forma tão atropelada e gratuita como tratam o found footage nos dias de hoje, isso com certeza prova que ainda há quem tente apelar para uma história bem imersa na atmosfera do tipo.

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Texto de Cinematologia.
Publicado originalmente em cinematologia.com.br.