Oito filmes de menos de 90 minutos para a noite que já começou tarde
Há um horário em que a escolha do filme deixa de ser sobre gosto e passa a ser sobre aritmética: são onze e meia, o despertador toca às seis, e duas horas e meia não existem. Os oito filmes abaixo têm entre 76 e 89 minutos, estão em serviços por assinatura no Brasil e não são filmes menores por serem curtos — vários são exatamente do tamanho certo. Ordem crescente de duração.
O Estranho Mundo de Jack (1993), 76 minutos
Henry Selick dirige uma animação em stop motion que resolve mundo, personagem e conflito em setenta e seis minutos sem parecer apressada. A economia é o mérito: nenhuma sequência existe só para encher metragem. Catherine O'Hara está entre as vozes. Disney+.
A Noiva Cadáver (2005), 77 minutos
Mike Johnson e Tim Burton fazem outro stop motion, e a comparação com o anterior é útil: aqui o desenho de personagem é mais bonito e a história é mais fina. Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Emily Watson nas vozes. Setenta e sete minutos que passam sem esforço. HBO Max.
[REC] (2007), 78 minutos
Jaume Balagueró e Paco Plaza fazem found footage num prédio de apartamentos e não desperdiçam um minuto sequer com preâmbulo. Manuela Velasco conduz o filme como repórter, e a decisão de manter tudo em tempo quase contínuo é o que dá o aperto. É o mais tenso da lista e o que menos convém ver antes de dormir. Prime Video.
Toy Story: Um Mundo de Aventuras (1995), 81 minutos
O primeiro longa de animação totalmente digital ainda é o melhor roteiro da série: dois personagens que se detestam, um objetivo único, oitenta e um minutos. Tom Hanks e Tim Allen nas vozes. Trinta e um anos depois, o que envelheceu foi a textura, não a estrutura. Disney+.
Borat (2006), 84 minutos
Larry Charles dirige Sacha Baron Cohen no experimento social mais desconfortável desta lista. Metade do filme é encenada e metade é reação real de gente que não sabia estar num filme, e a costura entre as duas é o trabalho de montagem. Oitenta e quatro minutos, e mais do que isso seria insuportável. Disney+.
Meu Amigo Totoro (1988), 87 minutos
Hayao Miyazaki faz um filme quase sem conflito: duas irmãs, uma casa nova, uma mãe doente e uma criatura que talvez exista. A ausência de vilão é a proposta, não uma falha. É o antídoto mais confiável desta lista para uma semana ruim. Netflix.
Zumbilândia (2009), 88 minutos
Ruben Fleischer entrega comédia de terror no formato certo: quatro personagens, uma estrada, regras de sobrevivência ditas em voz alta. Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Abigail Breslin formam um grupo que funciona porque ninguém está tentando ser o herói. HBO Max.
Túmulo dos Vagalumes (1988), 89 minutos
Isao Takahata fecha a lista com oitenta e nove minutos que pesam como o dobro. É animação de guerra sobre dois irmãos, dirigida sem nenhuma concessão, e o desfecho é anunciado nos primeiros segundos. Não é programa para noite leve — está aqui porque quem tem só uma hora e meia também merece a opção de ver algo devastador. Netflix.
Uma observação sobre o limite. Palm Springs, de 2020, tem exatamente 90 minutos e está no Disney+; ficou de fora por um minuto, e é a nona opção óbvia para quem não se importa com a régua.
Este texto foi produzido pela redação da Cinematologia com apoio de inteligência artificial, a partir de dados de catálogo do TMDB (elenco, direção, datas e disponibilidade em streaming), e revisado antes de ir ao ar. Achou algum erro? Avise a gente.